quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

III PLENÁRIA DO COMITÊ DE LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO – CEARÁ

CONTRA A MATANÇA DO POVO POBRE E PELA PAZ COM JUSTIÇA SOCIAL!



Os acontecimentos da última semana de novembro no Rio de Janeiro ainda vão merecer análises que revelarão aspectos para além do que a mídia nazi-fascista apresentou de forma ostensiva. Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre o caráter dessa imprensa, basta lembrar a cena do grupo em fuga repetida a exaustão a ponto de levar alguns comentaristas da violência a sentir gosto de sangue e dizer “Lamentei a polícia não ter metralhado todos!”
A sede de sangue das oligarquias parece não ter limites. Acharam que houve poucas vítimas na operação!
Voltaram também com velhas ladainhas do tipo “é hora de diminuir a idade penal” ou “os presos devem ficar totalmente incomunicáveis para não passarem bilhetinhos para fora”. Lembremos que a principal prova da conexão dos incêndios dos carros e ônibus com a indústria do tráfico no Morro do Alemão teria sido um desses bilhetes. Com a defesa da incomunicabilidade dos presos estão querendo desrespeitar direitos humanos essenciais, onde o preso sofrerá graves danos psíquicos se assim for mantido. O que o aparato repressivo deveria ter feito era impedir que a mensagem saísse, se isso realmente ocorreu. Por outro lado, a incomunicabilidade dos presos é forma notória de encobrir a tortura. Não nos esqueçamos que era assim na ditadura civil-militar de 1964.
 Mais uma vez a população pobre foi vítima de violência e nada assegura que conquistarão a paz sob cerco policial. O governo estadual do Rio de Janeiro e a mídia falam em baixa taxa de letalidade. Como, se morreram 37 pessoas e uma dessas era uma jovem de 14 anos que estava em casa? Os mortos não têm nome nessa “guerra”, não se sabe como foram mortos e também não tinham mãe. Nenhuma mãe chorou a morte de seu filho nesses dias. Não podemos esquecer dos “autos de resistência seguidos de morte”, tão comuns na subidas dos morros cariocas, assim não se pode investigar as verdadeiras condições das mortes. No massacre do morro do Alemão de 2007, morreram 19, onde está a baixa letalidade de hoje? A polícia do Rio de Janeiro continua sendo a que mais mata e a que mais morre. Mais violência policial, mais grupos paramilitares, tudo isso só aprofunda o genocídio neoliberal contra a classe trabalhadora!
Sabemos que as oligarquias e seus meios de comunicação queriam mais violência, como se ela não fosse em níveis já completamente inaceitáveis no cotidiano da classe trabalhadora. Repudiamos essa forma de combater a indústria do tráfico sem mexer com os verdadeiros comandantes que não se encontram nas favelas cariocas. O cerco aos bairros proletários é essencialmente para manter essa população refém de novas formas de violência. Nas UPPs não se faz festa sem autorização da polícia e não se pode tocar funk. Fala-se em combater a indústria do tráfico para submeter o proletariado a um estado de sítio?
Nada se fala sobre o maior produtor de armas do mundo – os Estados Unidos. A indústria de armas é tão poderosa na principal nação imperialista que sua economia decadente não pode permanecer sem guerras e muitos conflitos localizados. Por que não combater a produção e o comércio de armas e os exportadores de material para o refino de cocaína? A quem pretendem enganar com a repressão a bandos calçados de chinelos e sem camisa, armados com a última novidade daquela indústria? As drogas sempre desempenharam um papel fundamental na estratégia imperialista de dominação dos povos e acumulação primitiva. Em determinadas circunstâncias as próprias companhias de comércio cultivavam o produto para disseminar a destruição da capacidade de luta dos povos, como fez a Inglaterra na Guerra do Ópio contra os chineses.
Sim, queremos paz com justiça social, acompanhada do fim do sistema capitalista que aprofunda a concentração da miséria num pólo, com todas as suas mazelas de acumulação primitiva, intimidação e ameaças ao povo pobre; e no outro pólo, concentração da riqueza, assegurando formas de acumulação necessárias ao capitalismo em crise, como a indústria do tráfico, o comércio de armas e a especulação financeira.

PELA PAZ COM JUSTIÇA SOCIAL!
PELO SOCIALISMO! 

DATA: 19/12/2010
HORÁRIO: 9:00
LOCAL: SEDE DO CLCN-CE - AV. CARAPINIMA, 1700
BENFICA, FORTALEZA/CEARÁ

PROGRAMAÇÃO: 
09:00  -  APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO "2001: UMA ODISSÉIA À BRASILEIRA" DE MARIANA VITARELLI.
10: 10  - MESA DE DEBATE "CONTRA A MATANÇA DO POVO POBRE E PELA PAZ COM JUSTIÇA SOCIAL"
11: 10 - ENCAMINHAMENTOS FINAIS.



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