segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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Carta aberta dos prisioneiros de guerra e de consciência na Colômbia

Carta dos presos políticos da FARC-EP, mantidos nas masmorras do estado colombiano saudando a decisão das FARC de liberar unilateralmente alguns dos prisioneiros de guerra mantidos na selva.
Carta aberta dos prisioneiros de guerra e de consciência na Colômbia
Operativo de liberação

Os prisioneiros políticos e de guerra saudamos a decisão das FARC-EP de libertar unilateralmente o cabo do exército Salín San Miguel , o infante da marinha Henry López Martínez, o major da polícia Guillermo Javier Solórzano - prisioneiros de guerra - assim como os políticos do estabelecimento-, o ex presidente da Câmara de Garzón - Huila, Armando Acuña e o ex presidente da Câmara de San José do Guaviare Marcos Vaqueiro.

Entendemo-lo como um gesto humanitário e consequente com a natureza política de nossa organização. Esperamos que o Estado Colombiano traduza este fato na abertura de novos caminhos para uma paz dialogada.

Igualmente valorizamos o decidido papel que têm desempenhado a ex senadora PIEDADE CORDOBA E COLOMBIANOS E COLOMBIANAS PELA PAZ a favor do Intercâmbio Humanitário de prisioneiras e prisioneiros das duas partes em contenda, saudamos também os bons serviços do governo do Brasil e da Cruz Vermelha Internacional para o cumprimento exitoso deste ato humanitário.

A longa existência do conflito interno social e armado na Colômbia, arroja entre suas consequências não desejadas a existência de prisioneros, uns em mãos da insurgência e muitos outros em poder do Estado colombiano.

O Estado, os meios de comunicação oficiais e alguns setores da sociedade nacional preocuparam-se e exigiram a libertação dos prisioneiros de guerra e dos políticos tradicionais que se encontram nas selvas colombianas, em troca, muito pouco ou nada dizem da existência dos mais de 7.000 prisioneiros políticos (de consciência e de guerra) que hoje nos encontramos nas cárceres do Estado.

Inclusive, alguns como a jornalista SALUD HERNANDEZ, ousam negar nossa existência e condição de prisioneiros políticos (de consciência e de guerra) porque segundo sua “objetiva” sapiência jornalística somos apenas um grupo de terroristas” e se horroriza porque na legislação colombiana existe o DELITO POLÍTICO DE REBELIÃO. Nada diferente pode ser esperado de tão destacada representante do jornalismo oficialista e de seu pensamento reacionário. Para sua informação senhora jornalista SALUD HERNANDEZ, a REBELIÃO É Um Direito, que nos cabe, aos povos do mundo, quando somos submetidos por Estados e governos desonrados e injustos ainda que em nosso país esse DIREITO se tenha convertido em um delito.

Se mas além de suas ácidas opiniões disfarçadas de jornalismo se dispusesse a conhecer diretamente a realidade, tal como é e não como a você gostaria que conservadoramente fora, perceberia que por de conta da genuflexão dos governantes colombianos ao império, hoje são criminalizados, processados e encarcerados milhares de homens e mulheres, sindicalistas, defensores dos Direitos Humanos, acadêmicos, estudantes, camponeses, indígenas, afrocolombianos, população civil das zonas de conflito, vitimas todas elas e eles da caça às bruxas da suposta guerra ao “terrorismo” e da paranoica “segurança democrática”. Todos eles e elas junto a centenas de insurgentes somos homogeneamente acusados de rebelião” e agora de terrorismo”, para tornar mais longas as condenações.

Se, jornalista SALUD HERNANDEZ, na Colômbia há presos politicos (de consciência e de guerra), e para vergonha do Estado colombiano somos milhares de homens e mulheres, que apesar do fato de que somos submetidos a situações de completa indignidade e a todo tipo de constrangimentos nos mantemos firmes a nossas princípios e com a cabeça erguida, porque estamos convencidos da justeza de nossa luta por uma pátria nova, verdadeiramente democrática e uma paz para todos e não só para um punhado de “privilegiados”.

Apoiamos a petição de colombianos e colombianas pela paz de solicitar ao governo um relatório sobre nossa situação nas prisões do Estado, e instamos a colombianas e colombianos pela paz e às organizações nacionais e internacionais de Direitos humanos a que façam parte de uma comissão que visite diretamente os estabelecimentos penitenciários e carcerários em que nos encontramos e que verifiquem nossas condições de reclusão.

Sabemos que as FARC EP mantêm em alto as bandeiras da TROCA e que não esquecessem a esses outros presos politicos que junto a nós se encontram em prisão. Nós faremos nossa parte. Não sucumbiremos a chantagem oficial, nem à indignidade da traição, nem à dureza do cárcere. Nossa lealdade, firmeza e compromisso de luta estão com as FARC-EP e com nosso povo.

A nossos camaradas do secretariado das FARC-EP, GUERRILHEIROS e demais integrantes das estruturas de nossa organização e a nosso povo, um BOLIVARIANO E REVOLUCIONÁRIO ABRAÇO.

PRISIONEIROS POLÍTICOS E DE GUERRA

FARC-EP. FEVEREIRO DE 2011
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