terça-feira, 28 de junho de 2011

Chile: nova paralisação nacional contra políticas privatizadoras


Escrito por Bianka de Jesus   
28 de junho de 2011
Imagen de muestra           Chile, 28 jun (Prensa Latina) A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) e o sindicato magisterial preparam os preparativos de uma nova paralisação nacional cidadão na próxima quinta-feira pela educação pública e gratuita.

  Basta de privatização e lucro e de ensino regulada pelo mercado, sublinhou Jaime Gajardo, presidente do Colégio de Professores, organização que junto a Confech convocou a marchar na quinta-feira desde a Praça Itália até a Praça dos Heróis. O problema não é de uns pesos mais ou menos, disse Gajardo em alusão à proposta do governo de injetar verdadeiro financiamento a centros universitários. Aqui há um tema de fundo que se está eludindo: educação pública para Chile -declarou o líder magisterial.

Ontem conheceu-se ademais a decisão da Central Unitária de Trabalhadores de aderir à mobilização e de adiantar para fins de agosto próximo a proposta de paralisação nacional por dois dias em rejeição ao modelo neoliberal.

Ao explicar a determinação de apoiar aos professores e estudantes, o presidente da multissindical Arturo Martínez recordou que são as famílias trabalhadoras as que devem pagar a custosa educação de seus filhos.

Forças da esquerda chilena, como o Partido Comunista e o Partido do Socialismo Allendista, têm expressado de igual modo seu respaldo às manifestações contra a mercantilização da educação.

Para Esteban Silva, presidente dos allendistas, o governo não só se mostra escorregadio diante da urgente necessidade de uma educação na qual o Estado tenha o papel principal, senão que pretende encobrir também o clamor dos chilenos por safar-se do neoliberalismo e da atual Constituição que o consagra.

O mal-estar popular não só é pela falta de educação pública e de oportunidades; "o mal-estar que percorre Chile começa crescentemente a vincular ao modelo econômico imperante com as desigualdades, o endividamento e o abuso em nossa sociedade", apontou Silva.

Por isso, agregou, é fundamental vincular as demandas da comunidade educativa com a exigência nacional de gerar uma Assembleia Constituinte para que seja o povo chileno o que de maneira democrática, plural e representativa elabore e determine uma nova Constituição.

No Chile rege a Constituição aprovada pelo regime militar de Augusto Pinochet (1973-1990).

Extraído de: Prensa Latina
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário