sábado, 11 de outubro de 2014

Documentado programa tucano de privatização ou enfraquecimento dos bancos públicos

Há uma carta do governo brasileiro, da época que a economia era dirigida pela dupla Armínio Fraga e Pedro Malan, informando ao FMI que os bancos públicos seriam privatizados ou enfraquecidos. A carta está disponível no site do Ministério da Fazenda.
Armínio Fraga foi indicado para ser
Ministro da Fazenda de Aécio Neves 

Os tucanos disfarçam os termos. Privatização é substituída por “vendas de componentes estratégicos” e “alienações de participações”. Enfraquecimento e desmonte são substituídos por “transformação em bancos de segunda linha”.

Na crise financeira internacional de 2008/2009, os bancos públicos ampliaram o crédito e reduziram as taxas de juros. Ao mesmo tempo, os bancos privados racionaram o crédito e elevaram as taxas de juros dos empréstimos. O governo federal reduziu o superavit primário e ampliou gastos – e o Banco Central, embora de forma tardia, reduziu a taxa de juros Selic. No mesmo movimento, o presidente Lula foi para a televisão e pediu para o povo manter o consumo. O resultado: fomos um dos países que menos foi afetado pela crise internacional.

A política econômica adotada e a atuação dos públicos foram decisivas para que os danos fossem reduzidos em 2009. Se estivéssemos num governo tucano repetiriam as fórmulas dos tempos de Fernando Henrique Cardoso. Diante uma crise externa que afetaria a economia brasileira, cortavam gastos, promoviam o desemprego, elevavam os juros, faziam os bancos públicos atuarem como se fossem bancos privados e o resultado era sempre desastroso.


O Brasil precisa dos seus bancos públicos. Sem eles não há financiamento do investimento, não há financiamento da produção agrícola e não há bancos para aqueles que têm rendimentos mais baixos.

João Sicsú
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