quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Juventude 5 de Julho rememora vida e obra de Carlos Marighella

No último dia 4 de novembro, às 20:00h,  o Cine Clube 5 de Julho exibiu o filme “Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro”, do cineasta Silvio Tendler. Após o filme houve um debate sobre a vida de Marighella, sua obra e militância durante o período da ditadura civil-militar fascista de 1964-1985. A atividade contou com a presença da juventude da comunidade da Bela Vista.


A escolha da data para exibir o filme foi em alusão ao covarde assassinato de Marighella, em uma emboscada.

Carlos Marighella foi um dos dirigentes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Fundou a Ação Libertadora Nacional, primeiro movimento armado pós-64 do país. O documentário sobre a vida desta figura polêmica da recente história do Brasil conta a trajetória do professor Marighella, do deputado Marighella, do guerrilheiro Marighella. Mas, acima de tudo, conta a história do homem Marighella. Outro ponto importante a salientar é o exemplo para a juventude, desde o seu desprendimento pessoal e acima de tudo, a grande sensibilidade para às causas do povo mais carente, característica fundamental para todo comunista revolucionário.

Segundo um dos entrevistados no documentário: "Poucos revolucionários brasileiros encarnaram ideologica e “biologicamente” o nosso povo". Carlos Marighella era italiano, negro, baiano, comunista e poeta. Homem de tantas dimensões já seria em si e por si mesmo difícil defini-lo.

Em suas análises, ele nos deixou um legado teórico de coragem, pois chamava a Ditadura pelo seu nome e não pelos eufemismos tão comuns na vida acadêmica de ontem e de hoje. Para ele, havia no Brasil uma tirania fascista. É claro que faltava ao Brasil uma mobilização de massa para sustentar tal análise. Como dizia Florestan Fernandes, nem isso as elites das classes dominantes tiveram capacidade de fazer. No entanto, quando Marighella usava a expressão “fascismo militar” estava optando por um “conceito forte”, capaz de mobilizar simultaneamente a leitura que desvenda a natureza do regime e a a prática que o denuncia.

Ficha técnica: Direção: Sílvio Tendler. Montagem: Sueli Nascimento. Videografismos: Patrícia Tebet. Locução: Othon Bastos. Trilha sonora de Eduardo Camenietzki interpretada por Ithamara Koorax.Consultoria de pesquisa: Vladmir Sachetta. Pesquisa: Antônio Fernandes e Clarisse Mantuano. Assistência de direção: Clarisse Mantuano e Silvio Arnaut.

Sucursal CE

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