quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Che vive, convidando à luta, inspirando um novo amanhecer

Poucos personagens contemporâneos têm sido objeto de tanta curiosidade humana e política, do acúmulo de pesquisas biográficas e históricas, do mar de indagações sobre seu pensamento econômico, social e político, das profundas reflexões em torno de sua postura ética. O Che saiu cada vez maior e reconhecido de cada uma delas. Por seu altruísmo fora de qualquer discussão, por seu amor incondicional a todos os povos do mundo, por sua enorme e aguda formação ideológica, política e cultural, pela consequência entre o que pensou e fez sempre, pela firmeza de suas convicções, por sua decisão de entregar a vida por suas ideias.

Inquieto e liberal em sua juventude, leitor empedernido e precoce autor literário, médico por vocação, ávido de conhecer o mundo diretamente, inconformado com a dolorosa situação de desigualdades e injustiças em todo o continente, o Che viajante, o Che estudioso do marxismo na Guatemala, o Che fugitivo no México, entra em contato com Fidel, Raúl e os outros sonhadores cubanos que se alistam para uma insurreição armada em seu país, e em pouco tempo será o Comandante Guevara, chefe da coluna guerrilheira que se apoderará de Santa Clara e que entrará depois vitorioso em Havana proclamando a revolução socialista.

Gerente do banco estatal, ministro de Indústria, chefe militar enfrentado às agressões imperialistas, trabalhador voluntário de facão em mãos, mestre, escritor prolífico, diplomata e porta-voz da revolução cubana em diversos foros mundiais, esposo e pai de família exemplar e carinhoso, estudioso das ciências econômicas e teórico da guerra de guerrilhas, o Che continua sua estrela de combatente internacionalista, deixa tudo e viaja ao Congo e depois para a Bolívia, sempre impulsado por construir a revolução socialista que ponha fim ao capitalismo voraz e brutal, e abra as portas a um mundo de igualdade e justiça para os seres humanos.

Seu exemplo inspirador seguirá animando as juventudes de todas as gerações vindouras, porque o Che permanece sempre jovem, sempre puro, sempre limpo, demonstrando a todos que a vida pode ser mais bela e grandiosa quando se deixa o interesse pessoal para trás e se abraça a causa dos povos por um futuro melhor. Sua luta armada seguirá sendo modelo para todos aqueles que aspiram a pôr fim à violência cega das classes dominantes contra a inconformidade e o protesto dos que sofrem a pobreza e o abandono. Suas decisões corresponderam à sua época e a seu contexto e portanto não puderam ser nunca diferentes.
(...)
O Che vive, sorrindo, combatendo, falando de paz e justiça social, convidando à luta, inspirando um novo amanhecer.

Adaptado de
Secretariado Nacional das FARC-EP
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