domingo, 19 de fevereiro de 2017

O controle das mídias, a sutileza e a camuflagem

Marionetes são pequenos bonecos movidos por meio de cordéis, manipulados por pessoas ocultas atrás de uma tela. Diferente do ser humano, eles não têm a capacidade de pensar, e com isso, não podem reivindicar o seu uso. 

O ser humano, com certeza, pode questionar, reivindicar e lutar contra aquilo que seja manipulador. Por isso, o controle dos exploradores da sociedade têm que ser feito de uma forma sutil e camuflada, visto isso principalmente no sistema Capitalista. 

E a arte é uma das principais forças influenciadas por esses exploradores. Novelas, filmes, músicas e poesias são feitas e escolhidas de forma sutil para o interesse da rede transmissora. E, junto à arte, o domínio das informações, especialmente nos populares jornais impressos, que editam e divulgam apenas pensando no seu contexto vantajoso (principalmente o lucro), muitas vezes sem se preocupar com a ética da informação. 

Os meios de comunicação dominados pelas principais redes nacionais e internacionais manipulam até mesmo o sucesso artístico. Escolhem quem vai ou não fazer sucesso, o que a obra ou o artista vai dar em retorno financeiro e, principalmente, escolhem e editam os conteúdos das obras a serem transmitidas. Mas tudo é feito com tanta sutileza que essa manipulação é percebida apenas por poucos. 

Ainda é incomodo assistir a cada vez mais métodos nada éticos sendo utilizados por essas redes e organizações capitalistas. Podem ser citados muitos desses métodos, tais como: o sensacionalismo, o “jabá” e a massificação das propagandas nos veículos. Meios sujos, mas que cada vez mais são freqüentes no chamado mundo moderno da nossa sociedade. 

A partir de todos esses transtornos causados por estas mídias, a credibilidade e a veracidade da informação transmitida se torna confusa e pouco confiável. Nascem as dúvidas: “Em quem acreditar?, Qual informação é a verdadeira? Qual é a fonte da informação? De quem é realmente a obra original?” Entre outras... 

Porém, ainda existe uma luz no fim do túnel, a esperança ainda existe em meio a um mar de caos. Muitas organizações e cooperativas enfrentam esses métodos antiéticos e demonstram que ainda há uma alternativa para fugir do capitalismo selvagem. Elas demonstram caminhos que podem ser usados para se chegar a um mundo organizado e igual, onde as pessoas não precisem virar marionetes para tentarem ter uma vida tranquila, onde trabalhar não seja sinônimo de exploração e onde realmente existirá a ética na sociedade. 

Diego Kobylinski

Fonte: Jornal Inverta
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