domingo, 5 de março de 2017

Hugo Chávez: Um lugar na história

O Comandante Hugo Chávez, líder indiscutível da Revolução Bolivariana na Venezuela, acumulo em sua andar um caminho que o levou desde Sabaneta, no estado Barinas, à história pela profunda mudança que vive hoje o país sulamericano.

A quatro anos de sua partida física, é recordado por sua singular personalidade capaz de captar os mais diversos sentimentos populares, além de ter recebido sua formação a influência militar e ao ingressar em uma escola desse tipo em 1971.

De maneira adicional, este processo facilitou-lhe o conhecimento dos lugares mais distantes do país e a crítica situação em que sobreviviam milhões de venezuelanos.

Seguidor do pensamento e a obra do Libertador, Simón Bolívar, Chávez realizou também estudos de pós-graduação em Ciências Políticas, que estruturaram e sistematizaram suas inquietudes políticas e sociais.

Foram precisamente essas inquietudes a origem da fundação em 1982, junto com outros oficiais do corpo castrense, do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR200), no meio de uma deteriorada situação sociopolítica no país, que conduziu, em 1989, à explosão popular conhecida como Caracazo.

A Venezuela dos anos 80 e 90 do passado século caracterizou-se pelo esgotamento do modelo neoliberal instruído pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e por governantes entreguistas e corruptos, que encheu o país de milhões de pobres apesar das imensas riquezas geradas pela exploração petroleira.

É nesse palco que lidera em 4 de fevereiro de 1992, uma rebelião cívico-militar contra o presidente Carlos Andrés Pérez, que terminou em um fracasso, mas que com o 'por hora' pronunciado por Chávez ao assumir publicamente a responsabilidade por essa ação, se converteu no ponto de partida de um processo político que mudaria ao país.

Por esses fatos, Chávez esteve dois anos na prisão, de onde saiu fortalecido ideológico e politicamente, e então fundou o Movimento V República.

Depois de sua libertação, começou uma peregrinção social e política por todo o país, além de somar a suas fileiras estudantes, profissionais, pequenos e médios empresários, camponeses, cultores, pescadores, mineiros, indígenas, operários, mulheres, jovens, militares, dirigentes locais e à quase totalidade da dirigência da esquerda venezuelana.

Todo isso sob bandeiras do resgate do pensamento bolivariano e da convocação de uma Assembleia Constituinte para refundar o Estado, recuperar a soberania popular e nacional, bem como transformar a estrutura de exclusão social das grandes maiorias 

Dessa forma, interveio nas eleições presidenciais de 6 de dezembro de 1998 e foi eleito pelo 56,2 por cento dos votos válidos e se converteu no 47º presidente de Venezuela, apoiado pelo voto popular com o então segundo mais alta percentagem atingida por um candidato presidencial em quatro décadas.

Um referendo constituinte, a elaboração de uma nova Carta Magna em substituição da de 1961 e sua aprovação pelo Parlamento em 15 de dezembro, marcaram no primeiro ano de governo e criaram as bases de um profundo processo de reformas políticas, econômicas e sociais que continua na atualidade.

Em virtude do estabelecido pela nova Constituição Bolivariana, foram convocadas eleições gerais para o ano seguinte, a fim de legitimar todos os cargos de eleição popular, incluindo a Presidência, e nessa Chávez foi ratificado ao obter o 59,76 por cento dos votos.

No entanto, a batalha política era intensa, pois as medidas executadas pelo governo para afiançar a soberania e consolidar a independência, entre elas a Lei de Hidrocarbonetos de 2001, dirigida a recuperar os recursos derivados do petróleo, tinham contra elas os setores mais acomodados do país, que contaram no momento -e agora- com o respaldo dos Estados Unidos.

O efêmero golpe de Estado de abril de 2002 e o desemprego petroleiro dos finais de 2003 e princípios de 2004, foram as tentativas mais graves da oligarquia venezuelana, sócia a interesses externos, de tratar de livrar-se de Chávez e de recuperar o controle do país, frustrados pela resistência popular e da maior parte dos militares.

Depois de superar o referendo revocatório promovido pela oposição em 2004 e ser reeleito nas eleições presidenciais do 3 de dezembro de 2006, Chávez empreendeu o período de governo 2007-2012 com um crescente apoio da maior parte da população, que o vê como o líder que lhes tirou da exclusão e lhes mudou a vida.

As eleições de 7 de outubro do 2012 levaram à reeleição do presidente para um novo período 2013-2019, com o respaldo de 55,07% dos eleitores ao acumular os 8 191 132 milhões votos, em um processo onde a participação chegou 80,4%. A vida golpeou com força a saúde do líder e uma penosa doença conquistou o objetivo que as mais diversas forças de direita não conseguiram, seu desaparecimento físico em 5 de março do 2013, onde a realidade mostra que se mantém presente ao coração dos latino-americanos.

FONTE: Prensa Latina
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