sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Governo brasileiro cria grupo para enfrentar violência em protestos





Por Camila Carduz



Brasília, 1 nov (Prensa Latina) O governo brasileiro anunciou a criação de um grupo especial de inteligência para conter e impedir a violência nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, cenário de caos e excesso de violência durante os protestos dos últimos dias.
Depois de uma reunião ontem com o diretor geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello; os secretários de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e de São Paulo, Fernando Grella; e com o ministro de Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que será estabelecido um protocolo da Polícia nesses estados para definir sua atuação.

Este sistema de procedimento será divulgado aos movimentos sociais e à sociedade no geral, depois de sua aprovação pelo Conselho Nacional de Justiça, a Promotoria Geral e o Colégio de Advogados de Brasil, sublinhou.

Trata-se de contar com um instrumento de trabalho que estabeleça as medidas a adotar para frear os excessos durante os protestos e garantir assim as marchas pacíficas e o respeito à tranquilidade cidadã, assinalou.

O titular explicou que não pretendem frear as manifestações, mas impedir situações ilícitas, abusos e atos violentos contra os bens públicos, privados e contra as pessoas.

De maneira alguma se pretende exercer algum controle sobre os movimentos sociais, indicou, ao destacar a necessidade de integrar as forças policiais do Rio e de São Paulo para atuar contra possíveis abusos.

Em referência ao movimento Black Block (bloco negro), cujos integrantes são responsabilizados pelas depredações e saques de comércios registrados nessas duas cidades, anunciou uma investigação sobre o grupo para analisar sua intervenção nos protestos.

O ministro se pronunciou a favor de reforçar as sanções penais contra autores de atos de desobediência civil e de violência.

A reunião coincidiu com a realização de um protesto pacífico no centro do Rio de Janeiro com mais de 50 movimentos sociais, em defesa do direito a se manifestar, contra a situação de calamidade da saúde pública e da educação e os gastos excessivos na preparação da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

tgj/lgo/cc
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