terça-feira, 13 de maio de 2014

Seca avança no estado do Ceará

Essa matéria foi publicada na Edição 471 do Jornal Inverta, em 12/03/2014


Seca avança no estado do Ceará
A seca é climática, mas a mazela é social.
Apesar das chuvas que têm caído no Ceará entre os meses de janeiro e fevereiro, a estiagem avança, castigando o sertão com a maior seca dos últimos 60 anos.
A região foi bastante afetada durante todo o período sem chuvas, de forma que, mesmo assim, os açudes e reservatórios d água estão em completo esgotamento.
A notícia de que a importante cidade de Canindé, a 115km de Fortaleza, está desde o último dia 13/02 sem água (somando-se a mais 25 cidades nessa mesma situação) repercutiu nacionalmente, expondo a situação de pequenos agricultores à mercê do abastecimento em carros-pipas.
Diante da dramaticidade da situação, o Governo do Estado em parceria com o DNOCS tenta desenvolver obras em caráter emergencial, mas que não são suficientes visto que o sucateamento da estrutura pública contra as secas tem servido mais às oligarquias locais do que em servir o povo.
O Governador do Estado Cid Gomes anunciou em caráter de urgência a construção de 8 adutoras em municípios em situação de extrema gravidade.
Os locais definidos foram Canindé, Crateús, Tauá, Caririaçu, Irauçuba, Alcântaras, Potiretama e Maranguape. Em Canindé, que não possui abastecimento encanado desde outubro de 2013, a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) já perfurou vários poços no decorrer do ano passado, porém nenhum deles foi instalado.
Outro caso que ganhou notoriedade foi o da cidade de Itapipoca que mesmo sendo litorânea sofreu com um mês sem abastecimento d´água.
A consequência direta dessa total falta d´água é uma tragédia humanitária para o povo pobre que tem sua sobrevivência dependente de carros-pipas, da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e de doações de ONGs.
Porém não é suficiente pra suprir todas as pessoas afetadas, nem no Ceará e muito menos para todo o nordeste.
Além de que a burocracia e a corrupção das oligarquias locais aparelhadas em prefeituras do interior prejudicam de morte o sustento de muitas famílias.
A seca é climática, mas a mazela é social. O sistema que oprime o homem pelo homem, que ao mesmo tempo revoluciona as tecnologias para o beneficio de alguns é o mesmo que sacrifica aos trabalhadores.
Enquanto verdadeiros oásis agro-industriais erigem-se no mesmo Ceará, a grande maioria padece por falta de água. 


Sucursal - CE
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário