terça-feira, 31 de maio de 2016

José Martí, cubano universal com vida plena

Como a morte é mentira quando se cumpriu bem a obra da vida, o Herói Nacional cubano continua vivo apesar da bala espanhola que pôs fim a sua existência física há 121 anos.

Até os dias atuais perdura o legado de sinceridade, coragem, apego à raiz, respeito à humanidade e amor pelo saber e pela cultura de José Martí, nascido em 28 de janeiro de 1853 e cujos pais foram os espanhóis Mariano Martí e Leonor Pérez.

O primeiro descendente e único varão desse casal converteu-se no máximo impulsionador e organizador da batalha bélica de 1895, a nomeada guerra necessária, que constituiu outro esforço de Cuba para deixar de ser colônia da Espanha.

Com o fim de alcançar os supremos objetivos de pôr novamente seu país em pé de luta e fundar a república "com todos e para o bem de todos", o ilustre patriota realizou um exaustivo estudo do contexto político e social de sua terra natal.

Sagaz, sincera, amorosa foram adjetivos característicos da pregação martiana entre cubanos de dentro e de fora da geografia nacional em momentos de grande incerteza pelo fracasso da Guerra dos Dez Anos (1868-1878).

De acordo com depoimentos de contemporâneos e estudiosos de sua obra, Martí conseguiu a congruência entre palavras e fatos, o que elevou sua ascendência e prestígio em qualquer espaço defensor da maior das Antilhas.

Suas viagens por cidades dos Estados Unidos, onde viveu a maior parte do tempo desde 1880 até 1895, e por vários países latino-americanos, marcaram também a permanente busca da unidade imprescindível para "tamanho empreendimento".

Papel de suma importância nesse sentido desempenharam duas criações suas de 1892: o Partido Revolucionário Cubano, caracterizado por um forte caráter independentista, latino-americanista e antianexionista; e o periódico Pátria.

Tal publicação foi o ponto culminante de um jornalismo iniciado em plena adolescência, e na qual verteu e mostrou tudo o que se entendia sobre a imprensa ideológica do movimento libertador, segundo o historiador cubano José Antonio Portuondo.

A mensagem orientadora martiana encontrou via nos futuros revolucionários, os patriotas veteranos, os jovens, as mães e os céticos pois tratava-se de uma obra urgente de propaganda, conciliação e explicação política. Martí aglutinou a maioria dos cubanos, explicou a continuidade histórica da Revolução e demonstrou que a independência de seu país era necessária para evitar a absorção de Nossa América pelos Estados Unidos e alcançar o equilíbrio do mundo.

Alertou, e seus compatriotas não devem se confundir no momento presente, que "é de absoluta ignorância, e de rapidez infantil e punível, falar dos Estados Unidos e das conquistas reais ou oponentes de uma comarca sua ou grupo de ideias, como de uma nação total e igual, de liberdade unânime e de conquistas definitivas".

Defensores e opositores têm tentado mutilar ou separar parte da prolífica obra de Martí, no entanto, ambos reconhecem que o projeto emancipador do Herói ultrapassa fronteiras diversas e goza de infinita saúde.

Para benefício das atuais e próximas gerações, estão a poesia, a literatura infantil e de maiores, as peças oratórias, as cartas, os escritos jornalísticos e os documentos desse homem que caiu em combate, como quis, aos 42 anos de idade.

Diony Sanabia

Fonte Prensa Latina
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