sexta-feira, 6 de maio de 2016

ONGs a serviço da reação golpista estadunidense

Já faz muito tempo que ONGs (Organizações Não Governamentais) vem sendo usadas como instrumento de grupos privados, uma total guinada de seus princípios iniciais.

Nascidas no pós II Guerra Mundial, quando o mundo não era refém de uma superpotência, as ONGs eram autônomas e pluralistas, sem fins lucrativos, constituídas basicamente por voluntários para atuar em ações de solidariedade a setores excluídos ou em defesa do meio ambiente.

Com a queda da URSS, o mundo passou a ser teleguiado pelo terrorismo de Estado dos EUA.

Para além de entidades com o fim de desviar fortunas do imposto de renda dos magnatas, recursos estes que deveriam compor o caixa de um Estado do Bem Estar Social, ONGs são utilizadas como rastilho na desestabilização de governos progressistas legitimamente eleitos.

Em meados do ano passado, em entrevista à maior fábrica de manipulação da opinião pública do mundo, a CNN, o mega especulador George Soros afirmou categoricamente: “uma das coisas que muitas pessoas reconhecem (sobre ele mesmo) foi o financiamento das atividades dos grupos dissidentes na Polônia e na República Checa...”.

“Atividades” estas denominadas como “guerra fria revolucionária” contra os governos pró-Rússia.

Orgulhoso pela fascistização que implantou na região da Eurásia, continua: “Criei uma fundação na Ucrânia antes mesmo que o país declarasse sua independência da Rússia.

Esta fundação está funcionando desde então e tem representado um papel importante nos acontecimentos atuais”.

“Acontecimentos” que desestabilizaram o governo do presidente eleito Viktor Yanukovych, quando se aproximava da Rússia, e conduziram o poder diretamente para as mãos dos neonazistas dos partidos “Setor Pravyi” (Direita) e “Svodoba” (Liberdade). Este último, até os dias de hoje homenageiam Hitler.

Soros, como outros magnatas do ramo do petróleo, armas, telecomunicações, tecnologia e financeiro injetaram e injetam milhões e mais milhões de dólares em ONGs com a específica finalidade de desestabilizar governos progressistas, além de driblar o imposto de renda.

Além desta enxurrada de dinheiro, os dirigentes destas ONGs são armados intelectualmente (lavagem cerebral) a partir de institutos e fundações ligadas à CIA (órgão de inteligência e de contra-inteligência dos EUA) e à NSA (órgão de espionagem e de contra-espionagem dos EUA).

Estes institutos, como o United States Agency for Cooperation International (USAID), National Endowment for Democracy (NED), Open Society Foundations (OSF), Freedom House, International Republican Institute (IRI), World Movement for Democracy, International Fórum for Democratic Studies, entre outros, produzem o material didático e realizam treinamento para ações em protestos e manipulação de imagem e de informação. Em suma, estes “institutos” são, na realidade, a mão invisível de Washington.

Somos diuturnamente bombardeados pela grande mídia destas articuladas manobras de desestabilização de governos progressistas e legitimamente eleitos na Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Equador, Argentina.

Em nosso país também vem ocorrendo um trabalho de desestabilização de um governo não alinhado diretamente aos interesses dos EUA. O balão de ensaio no Brasil ocorreu com a ONG “BrazilNo Corrupt” e o grupo “Black Bloc”, os responsáveis locais pelas manifestações do “Não vai ter Copa”, impulsionados a partir das manifestações de junho de 2013. Não conseguiram impedir a realização da Copa, mas o caminho já estava aberto.

Com a reeleição da presidenta Dilma, outras ONGs foram criadas para fomentar a guerra psicológica e desestabilizar o governo legitimamente eleito pela maioria da população.

Nesta nova fase se destacaram o “Vem pra Rua” e o “Movimento Brasil Livre”, ONGs financiadas e equipadas pelos magnatas e institutos de contrarrevolução estadunidense. Rogerio Chequer, líder do “Vem pra Rua”, viveu durante vários anos nos Estados Unidos e era sócio de um fundo de investimentos de Robert Citrone, a Discovery Hedge Fund.

As principais lideranças do “Movimento Brasil Livre”, principal convocador do protesto do dia 15 de março, são ligados à rede Estudantes Pela Liberdade (EPL), filial brasileira do Students for Liberty, uma organização financiada pelos irmãos Koch. A família Koch é uma das principais financiadoras do Tea Party, partido da extrema-direita nos Estados Unidos.

É claro que estas ONGs não conseguiriam fazer tanto estardalhaço sem um decisivo aliado interno, o instrumento da “psychological operations”. Estas “operações psicológicas” são conduzidas pela grande mídia local, seguindo o modelo previsto pelo Office of Strategic Influence (Escritório de Influência Estratégica), criado pelo então secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, durante o governo do presidente George Bush, modelo inspirado nos ensinamentos de Joseph Goebbels, o chefe do ministério da Informação Popular e Propaganda do governo nazifascista de Hitler:

“De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.

Assim, a grande mídia local (TV Globo, rádio CBN e Jovem Pan, revista Veja, jornais Folha e Estado de São Paulo, entre outros congênitos) semeia uma ampla e massiva campanha de manipulação da opinião pública, de ódio, preconceito e antivalores imperialistas a partir de falsas estórias, rumores e intrigas, como parte da campanha golpista.

JT

Fonte Jornal Inverta
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