domingo, 12 de fevereiro de 2017

A Revolução Cubana recorda a seus heróis e mártires

O povo de Cuba tibuta homenagem perenne aos milhares de compatriotas, heróis ou mártires, que com imenso sacrifício construiram os caminhos da vitória para coroar o triunfo da Revolução, há 58 anos.

Uns 20 mil cubanos e cubanas morreram assassinados ou foram tombados em combate e uma cifra incalculável recebeu terríveis torturas desde o golpe militar de Fulgencio Batista, em 10 de março de 1952, até o primeiro de janeiro de 1959.

Isto é, sem contar as vítimas de etapas revolucionárias anteriores, pois o processo cubano se concebe como um só processo desde o dia 10 de outubro de 1868, início das lutas pela libertação nacional e a justiça social.

A continuidade histórica foi ratificada na véspera do 26 de julho de 1953, no Manifesto do Moncada, o qual expressa o ideário de Fidel Castro, falecido em 25 de novembro passado, e seus colegas, encaminhado a fazer uma pátria melhor, sonho supremo de José Martí.

Trata-se da Revolução Cubana, diz, que não tem triunfado ainda, a de Céspedes, Agramonte, Maceo, Martí, Mella e Guiteras, Trejo e Chibás.

O movimento insurrecional foi organizado depois que o então advogado de apenas 25 anos, Fidel Castro solicitou sem sucesso ao Tribunal de Garantias Constitucionais e Sociais sancionar aos autores deste fato anticonstitucional.

Só oito moncadistas pereceram na ação, mas a repressão do regime batistiano custou a vida a mais de 60 asaltantes aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, torturados e assassinados durante os dias 26, 27, 28 e 29 de julho de 1953.

Desde o primeiro momento e a cada dia da guerra revolucionária, a generosidade com o inimigo vencido constituiu um princípio ético-moral.

'Não é com sangue como podem ser paga as vidas dos jovens que morrem pelo bem de um povo; a felicidade desse povo é o único preço digno que pode ser pago por elas', afirmou Fidel no julgamento pelos acontecimentos do Moncada.

Depois dos horríveis crimes cometidos contra 18 expedicionários do iate 'Granma', em dezembro de 1956, o pequeno grupo rebelde atacou em 17 de janeiro de 1957 o Quartel de la Plata, sem nenhuma baixa, e pôs em liberdade aos feridos e detentos.

Em 18 de agosto de 1958, Fidel informou por Rádio Rebelde a derrota sofrida pelas forças da tirania na sua ofensiva contra a Sierra Maestra e a entrega à Cruz Vermelha, sem condição alguma, de 443 detentos.

MÁRTIRES DA PÁTRIA 

Impossível mencionar acada um dos mártires, sem observar os grandes méritos de suas vidas, e quanto prometiam à Revolução, pois na maioria eram jovens.

Em combate, José Tey Saint-Blancard (1932-1956), jovem professor e 

dirigente universitário, morreu em 30 de novembro de 1956, junto com seus colegas Tony Alomá e Otto Parellada, no levante de Santiago de Cuba, em apoio à expedição do 'Granma'.

De ter sobrevivido, que seriam hoje, os seguintes expedicionãrios do 'Granma', assassinados em dezembro de 1956, hã 60 anos: 

Antonio (Ñico) López Fernández (1932-1956), oficial adscripto ao Estado Maior do 'Granma', tinha o dom de organizar; chefe de um grupo (célula) de asaltantes ao quartel de Bayamo em 26 de julho de 1953, fez parte da Direção do Movimento revolucionário. Em Guatemala conheceu a Ernesto Che Guevara e no México se envolveu com a Fidel Castro.

'Homens como Ñico -tem expresso Raúl Castro- foram os que fizeram possível essa faísca que formou aquela fogueira de redenção que nos trouxe, posteriormente, a liberdade que hoje desfrutamos'.

Cándido González Morales (1929-1956), oficial adscrito ao Estado Maior na Expedição do 'Granma', foi um destacado dirigente juvenil e do Movimento 26 de julho em Camagüey.

José Smith Coma (1932-1956), chefe do pelotão da vanguarda, era estudante de engenharia agrónoma na Universidade de Havana; pertenceu à Juventude Ortodoxa e foi fundador do Movimento 26 de Julio.

Raúl Suárez Martínez (1935-1956), delegado ao II Congresso de Estudantes Secundários (1954) e fundador do Movimento 26 de Julio.

Também, William Soler Ledea (1941-1957), menino mártir, de apenas 15 anos de idade, quem morreu nas mãos de elementos da ditadura batistiana, o primeiro de janeiro de 1957.

Preso na noite de 30 de dezembro de 1956; seu cadáver apresentava impressões de torturas e impactos de bala; um dos melhores hospitais pediátricos cubanos leva seu nome.

Matha Denis

Fonte: Prensa Latina
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário