quinta-feira, 9 de março de 2017

Repúdio à ofensiva conservadora e patriarcal de Temer

Milhares de brasileiras alçaram suas vozes ontem aqui para repudiar a que qualificaram de ofensiva conservadora e patriarcal do governo ilegítimo de Michel Temer, por ocasião de celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Pouco antes de marchar rumo ao Congresso para expressar ali seu rechaço à reforma da previdência social impulsionada por Temer, as mulheres reuniram-se junto ao Museu Nacional da República para dialogar sobre os numerosos problemas que ainda lhes afligem e ameaçam atualmente se agravar.

Falou-se ali do racismo, que coloca as mulheres negras em desvantagem em muitos indicadores, em particular no mercado de trabalho, e enfrentam os maiores riscos de vulnerabilidade social.

Exemplo disso é que nesta capital, a unidade federal com o mais alto índice de violência contra as mulheres em 2015, enquanto as agressões contra mulheres brancas caíram ligeiramente no ano passado, contra as afrodescendentes aumentaram em mais de 8%.

No Brasil, deplorou uma das oradoras, a taxa de feminicídios é 48 vezes maior que no Reino Unido, e 60% dos estupros cometidos têm como vítimas meninas de 14 anos de idade.

Aos olhos do Congresso Nacional, do Palácio de Planalto (sede do Executivo) e do Supremo Tribunal Federal, 4.700 milhões mulheres são convertidas em criminosas em potencial quando se tenta criminalizar o aborto, denunciou outra representante de organizações da sociedade civil.

A luta por cada um de nossos direitos e contra os golpistas e o fundamentalismo religioso encarnado pela 'bancada da Bíblia' da Câmara de Deputados tem que ser diária, em qualquer lugar e a todo momento, exortou.

Segundo denunciou ontem o portal Vermelho, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), neste primeiro 8 de março depois do golpe jurídico-parlamentar perpetrado contra a presidenta constitucional Dilma Rousseff, o balanço dos investimentos do governo golpista evidencia que este destruiu direitos conquistados pelas mulheres.

Apesar das estatísticas de violência contra as mulheres confirmarem um notório crescimento, os recursos destinados a combater tais atos representaram no ano passado apenas um quarto dos utilizados em 2015, assinalou a publicação.

E os fundos encaminhados a garantir a atenção à saúde da mulher sofreram nesse mesmo período uma redução de mais de 70%, denunciou.

As mobilizações pelo Dia Internacional da Mulher estenderam-se por todo Brasil e tiveram entre seus lemas centrais 'A aposentação fica, Temer sai', como expressão do amplo repúdio popular à reforma da previdência social impulsionada pelo governo de Temer.

FONTE: Prensa Latina
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