domingo, 5 de março de 2017

Sudão do Sul: O Apocalipse é Agora

O Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, padece de uma fatídica combinação de guerra e fome, que causou morte de 100 000 pessoas nos últimos cinco anos e ameaçam agora com igual sorte a décima parte de seus 13 milhões de habitantes.

Uma remontagem contemporânea de dois dos quatro cavaleiros do apocalipse, morte e doença, e relacionado com a terceira, a guerra. Esses flagelos combinado converteram a crise no país Africano em uma das piores no mundo atual.

Por exemplo: mais de 40 por cento da população, ou seja, cerca de 4,9 milhões
de pessoas precisam de ajuda urgente para não morrer de fome.

O desenvolvimento do conflito, iniciado em 2013, e a proclamação da República, em junho de 2011, depois da separação do resto do Sudão a partir de um referendo motivado pelas contradições entre o norte muçulmano e o sul cristão, piora ainda mais a já grave estagnação econômica, em um território que é rico em petróleo.

O país experimenta, assim, esse paradoxo de ser uma região privilegiada de recursos naturais, mas atrasada por um gigantesco déficit financeiro, somado a profundas divisões políticas e sociais que impedem estrategias governaentais para empregá-los em seu desenvolvimento. 

A crise atual, seis anos depois daquela votação de 9 a 15 de janeiro de 2011 que definiu a separação, contou com a participação necessária de 60 por cento da população; antes disso, o Sudão era o maior país da África (2.505 813 km) e herdava sequelas de duas guerras civis (1955-1972 e 1983-2005).

As principais agências humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em 20 de fevereiro, em uma declaração conjunta, denunciam que um milhão de sul-sudaneses estão em perigo de morrer de fome e o número pode subir para 5,5 milhões em julho, com a chegada da seca, se nada for feito para reduzir a gravidade e a propagação da crise alimentar.

Antonio Paneque Brizuela 

FONTE: Orbe - Semanário Internacional. De 25 de fevereiro a 3 de março de 2017.

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