terça-feira, 7 de março de 2017

Wikileaks filtra programa encoberto de ciberataque da CIA

O portal de filtragens Wikileaks difundiu hoje detalhes de um programa encoberto de ciberataque da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.

O site revelou que a CIA é capaz de roubar dados dos sistemas operacionais de Windows, MacOs, Linux Solaris, entre outros.

A filtragem mostra o alcance e as ferramentas de hackeio da agência, seu arsenal de malware (software daninho) contra uma ampla faixa de produtos de companhias estadunidenses e europeias como iPhone de Apple, os dispositivos a base de Android de Google ou as Samsung TV, que se convertem em microfones encobertos.

Trata-se da ' maior publicação na história dos documentos confidenciais sobre a agência', afirmou Wikileaks, fundada pelo jornalista australiano Julian Assange.

O conjunto da filtragem denomina-se Vault 7 (Abóbada sete) e a primeira parte dos documentos leva o nome Year Zero (Ano Zero em espanhol).

Este consta de 8.761 documentos procedentes do Centro para a Inteligência Cibernética da CIA, um volume maior que o de todas as publicações sobre a espionagem em massa da Agência de Segurança Nacional filtradas por Edward Snowden.

Wikileaks planejou uma coletiva de imprensa através de Internet para apresentar seu projeto, mas posteriormente anunciou na rede social Twitter que suas plataformas foram atacadas e que tentará se comunicar mais tarde.

Segundo a organização, a CIA perdeu recentemente o controle da maioria de seu arsenal de pirateio, que supostamente circula sem autorização entre antigos hackers do Governo estadunidense bem como entre contratadores privados, um dos quais entregou partes desses arquivos ao site.

Assange encontra-se refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar sua extradição a Suécia, onde é acusado de supostos delitos sexuais que ele nega.

O ciberactivista rechaça sua extradição a esse país nórdico, pois teme que isto seja uma manobra para o enviar aos Estados Unidos, onde seria julgado por difundir informação confidencial sobre a segurança nacional norte-americana, e poderia ser condenado a prisão perpétua ou a morte.

FONTE: Prensa Latina
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