segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dilma Rousseff: O fantasma do golpe continua rondando o Brasil

O fantasma do golpe de Estado continua hoje rondando o Brasil, afirmou aqui a ex-presidenta Dilma Rousseff, quem advertiu que forças reacionárias poderiam tentar impedir uma vitória eleitoral do ex-mandatário Luis Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao jornal La Jornada, Dilma disse que se as eleições de 2018 respeitarem o marco constitucional, Lula ganhará a presidência.

Tampouco descartou que por meios neogolpistas se invalide o processo eleitoral e se desrespeite o voto popular. O fantasma do golpe de Estado continua rondando Brasil, alertou.

Dilma está de visita na capital mexicana onde, junto com o ex-candidato presidencial Cuauhtémoc Cárdenas, dissertará sobre o tema da democracia na América Latina.

O Brasil está vivendo um processo acelerado para impor um Estado de exceção, com medidas específicas que corroem a democracia, avaliou diante da alta impopularidade do governo de Michel Temer. As pessoas estão-se dando conta da verdade, acrescentou.

Comentou ainda que no seu país o golpe ocorreu para 'desmantelar as políticas sociais e de desenvolvimento e para encaminhar o país, política, social e economicamente para o neoliberalismo. Eliminaram-se as políticas sociais, vendeu-se o patrimônio público, desmantelaram-se algumas empresas estatais'.

'Por exemplo, o Congresso ilegítimo aprovou uma emenda que congela durante 20 anos a despesa em saúde e educação. É uma medida que evidencia seu caráter eminentemente autoritário e, mais que isso, inconstitucional', indicou.

'Por outra parte, eles já começaram a vender o patrimônio nacional, os recursos petroleiros, as terras, a quem quer que venha, inclusive aos capitais estrangeiros', considerou.

Segundo a ex-mandatária, na medida em que se aproximam as eleições de 2018 a situação nacional torna-se mais contraditória, com um desgaste grande do governo e o aumento da popularidade e aprovação para a candidatura de Lula.

Além disso, sublinhou-, decorre toda esta avalanche de acusações e julgamentos por corrupção que já atingiram oito ministros, 24 senadores, 39 deputados federais, três governadores e um juiz do tribunal da conta pública.

Apontou que o golpe de Estado no Brasil rompeu a relação interregional. 'Não estão inteiros nem a União das Nações Sul-americanas, nem o Mercado Comum do Sul nem a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, os três organismos que cresceram bastante nesse período'.

FONTE: Prensa Latina
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