sábado, 15 de abril de 2017

O gigante do século XX

As personalidades célebres inscritas na história política mundial do século XX tiveram em alta estima o Presidente da Coreia Kim Il Sung e guardaram o ardente sentimento de veneração a ele. Tenho aqui algumas provas.

Afirmação de Stálin
No início do ano 1949 Kim Il Sung realizou uma visita oficial de amizade à então União Soviética.

Em sua honra, Stálin ofereceu um solene banquete, ao qual assistiram altos quadros do partido e do governo do país anfitrião e os delegados diplomatas de vários países.

“O camarada Kim Il Sung”, disse, é autêntico internacionalista proletário, comunista-modelo, que defendeu com as armas, sob risco da vida, no Oriente, à União Soviética da agressão imperialista. “Em virtude da abnegação dos genuínos comunistas como ele, a União Soviética pôde construir o socialismo em uma circunstância pacífica como hoje”.

Depois, convocou os presentes a agradecer de coração a Kim Il Sung.

Isto era, deveras, algo sem precedentes para Stálin que parco de palavras, não facilmente exteriorizava seu sentimento nem louvava os outros. Estava ele com 70 anos e Kim Il Sung tinha 33 anos.

Pedido de Mao Tse-tung
Em um dia de abril de 1975 Kim Il Sung chegou a Beijing e encontrou-se ao então presidente chinês Mao Tse-tung doente, cujos olhos estavam molhados.

Faz uma semana que me informei da visita à China de você, camarada Kim Il Sung e vim aqui, a Beijing. Passei o tempo sempre pensando em você. Ontem e hoje a alegria de encontrar-me contigo me embargava e me tirou o sonho, confessou.

“Também no futuro como hoje você, camarada Kim Il Sung, se ocupará da revolução mundial e do movimento comunista internacional. Você é o único que cuidará da revolução mundial”.

“Solicito-lhe de todo coração que você conduza continuamente a revolução mundial e o movimento comunista internacional”.

Antes da despedida envolveu com as suas as mãos de Kim Il Sung. Talvez esta seja nossa última despedida continuou— Considero como minha infinita felicidade ter tido você, camarada Kim Il Sung, grande homem mundial como meu mais íntimo amigo, irmão. De você depende a vitória ou o fracasso da revolução mundial e o movimento comunista internacional. Pois, tenha boa saúde e longa vida. Este é meu último pedido.

Confissão de Tito
Em agosto de 1977, o então presidente da República Socialista Federativa da Iugoslávia, Josip Broz Tito, um dos impulsionadores do Movimento dos Não Alinhados e possuidor de amor próprio tão elevado que não se deixou vencer diante de ninguém, visitou, à idade de 85 anos, a Coreia.

Sua longa viagem ao Extremo Oriente chamou grande atenção do mundo. Por aquele tempo ele sofria mais pela perspectiva do Movimento dos Não Alinhados que pelas maquinações dos imperialistas e outros hegemônicos, via condições deste ser dividido e desintegrado. Kim Il Sung encontrou-se com ele.

Em geral, disse, o imperialismo decresce e arruína-se e a força opositora cresce continuamente. Ainda que se recrudesçam as maquinações subversivas dos imperialistas, o Movimento dos Não Alinhados cresce continuamente, o que significa que tanto cresce a força opositora ao imperialismo. É verdade que agora o Movimento passa várias dificuldades, mas isto não passa de algo temporário e parcial…

Tito sentiu-se como se se lhe abrisse a vista.

Kim Il Sung, referindo-se à necessidade de conseguir a mais estreita unidade e cooperação entre os países membros do Movimento, o mais importante para o fortalecimento e progresso do mesmo, disse que dos países do Terceiro Mundo os principais eram os não alinhados, e por isso é lógico considerar de mesma classificação os integrantes do Terceiro Mundo e os do Movimento, o que despertou o interlocutor. Você, camarada Kim Il Sung, deu nova formulação ao Terceiro Mundo.

Verdadeiramente tem razão. Estou plenamente de acordo, disse Tito emocionado. À noite disse aos seus séquitos: “O camarada Kim Il Sung é verdadeiramente sábio. Fez muitas coisas e as posteridades não terão nada que fazer”.

Denominação de Sukarno
Na véspera do dia do 10, aniversário da histórica Conferência de Bandung, o então presidente indonésio Sukarno estava pensando continuamente no Jardim Botânico de Bogor onde uma nova planta orquidácea florescia. Pensava pôr lhe o nome mais respeitável no mundo.

Então, em abril de 1965, Kim Il Sung visitou o país insular. O mandatário do país anfitrião que guardava sentimento de veneração para com ele que em sua geração tinha vencido a dois imperialismos: Estados Unidos e Japão, e implantado um genuíno regime socialista para o povo no oriente, qualificando-o como o grande sem igual, o levou ao jardim e lhe apresentou a planta, dizendo:

“Estimado Sua Excelência Kim Il Sung, permita-me pôr seu nome a esta nova planta orquidácea, chamá-la ‘kimilsungia’. Desejamo-lo eu e todos meus cidadãos.”

Kim Il Sung o dissuadiu reiteradamente, mas o anfitrião manteve-se firme, terminando por denominá-la “kimilsungia”.

Máxima de Che Guevara
Em dezembro de 1960 Kim Il Sung acolheu cordialmente a Che Guevara e sua delegação que estavam de visita à Coreia. No ato Che ficou encantado. O hipnotizou mais ainda a afirmação de Kim Il Sung.

Ainda que apertemos o cinto, disse, ajudaremos quanto possamos a vocês para que defendam a cubana, a primeira revolução triunfante na América Latina, o que é para nós, os comunistas, a sagrada tarefa internacionalista proletária. Os autênticos comunistas não são senão verdadeiros internacionalistas proletários. Não consideramos jamais a revolução cubana como alheia. Lutemos cara a cara até quando acabemos com os imperialistas nós no oriente e vocês no ocidente…

Os autênticos comunistas não são senão verdadeiros internacionalistas proletários!

Che concebeu isto como sua máxima de sua vida e luta. Com posterioridade dedicou-se à sagrada causa por libertar aos oprimidos na África e na América Latina até consagrar sua preciosa vida.

Monumento à Ideia Juche

Em Pyongyang, capital da República Popular Democrática da Coreia, na orla do Taedong, pode ser vista uma estrutura de uma tocha. Trata-se de uma sobreposição na torre de pedra, parte integrante do Monumento à Ideia Juche, símbolo da grandeza e a eternidade da mesma ideia do Presidente Kim Il Sung, fundador da Coreia socialista, inaugurado em abril de 1982, ano de seu 70 aniversário. O Monumento consta de um grupo escultórico de três figuras que representam o operário, o camponês e o intelectual, de temática principal (na frente da torre), grupos esculturais subtemáticos e miradores (em ambos os lados da torre) e dois grandes surtidores (no meio do rio), etc.

A altura do conjunto do pedestal e da torre feitos de granito branco é de 150 metros. O pedestal tem gravadas em relevo 70 kimilsungias tanta quantidade de magnólias, cifra que significa que o monumento foi levantado com motivo do 70 aniversário de Kim Il Sung, na fachada inscrito verso dedicatório que elogia os méritos de Kim Il Sung,  nas paredes de ambos os lados, grandes cestas de flores e na contraface em forma de semicírculo, coladas mais de 250 pedras raras planas, doações dos chefes de Estado, personalidades dos círculos político e social e adeptos da ideia Juche de 82 países.

Na frente e atrás do obelisco estão gravadas em relevo as letras “주체” (juche). A tocha tem altura de 20 metros e é feita de vidros vermelhos.

Diante do obelisco há o grupo escultórico de três figuras com martelo, foice e pincel que representam respectivamente o operário, o camponês e o intelectual.

Os grupos escultóricos de subtemática em ambos os lados da torre descrevem os sucessos que o povo coreano alcançou aplicando a ideia Juche sob a direção de Kim Il Sung. As figuras do fundidor com radiocomunicador, o mineiro com a perfuradora e a tecelã com tela estampada nas mãos, mostram a conversão da Coreia, outrora um atrasado país agrícola colonial, no poderoso país industrial socialista. Há também grupos de esculturas que refletem a atualidade da Coreia socialista onde se realizam a assistência médica e o ensino obrigatório de 11 anos, todas gerais e gratuitas.

O grupo escultórico que descreve a potente e independente força de defesa nacional preparada com o fortalecimento do poderio militar, e outros subtemas descrevem vividamente, de maneira artística, a grande vitória da ideia Juche.

A combinação de fontes grandes e pequenas realça mais o caráter figurativo da obra. Duas fontes grandes colocadas simetricamente no meio do rio com o obelisco no centro elevam a água a 150 metros de alto. Os jatos que caem, a neblina e o arco íris que aparecem bem harmonizados, apresentam uma vista espetacular. Também as fontes colocadas diante dos grupos escultóricos subtemáticos jatos de forma singular, os quais se concordam bem com os componentes do monumento.

O contorno do Monumento, coberto de árvores, arbustos flores e plantas decorativas, é todo um grande jardim. Os dois miradores realçam ainda mais a beleza artística do Monumento.

Sim, é boa a vista diurna do Monumento, mas o é ainda mais a noturna com a tocha que furiosamente flamejante, as letras “Juche” iluminadas com os raios claro lançados pelo refletor e lustres acesos de diversas formas nos arredores do Monumento, os quais translúcidos nas águas dão impressões de serem estrelas caídas do céu.

No dia de aniversário de Kim Il Sung e outras festas nacionais efetuam-se na Praça do Monumento veladas de fogos artificiais tornando indescritivelmente maravilhosa a vista noturna do Monumento.

O Monumento visitam-no muitas pessoas. Até 2010 fizeram-no mais de 2 milhões 96 mil 500 coreanos no interior e exterior do país e estrangeiros. Em setembro de 2011 Megawati Sukarnoputri, ex-presidenta da Indonésia e presidenta geral do Partido Democrata pela Luta da Indonésia, após visitar o Monumento, escreveu no livro de impressões:

“O Monumento à Ideia Juche é uma magnífica criação monumental…

O espírito Juche sempre flamejará como a tocha inextinguível!”

FONTE: Jornal Inverta
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