domingo, 23 de julho de 2017

Constituinte: um instrumento para enfrentar os problemas na Venezuela

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) não resolverá os mais importantes problemas da Venezuela, mas será um valioso instrumento para solucionar muitos deles, afirmou hoje o jornalista Eleazar Díaz Rangel, diretor do jornal Últimas Notícias.

Em um artigo de opinião publicado sob o título Compromisso dominical, o destacado jornalista avaliou que a ANC enfrentará os preços especulativos e extravagantes que sobem diariamente e que estão se tornando cada vez mais insuportáveis.

Díaz Rangel recordou que no próximo domingo 'os venezuelanos temos um duplo compromisso a propósito da eleição dos deputados à Assembleia Nacional Constituinte (ANC)'.

'O primeiro e mais elementar é votar - reforçou. Fazê-lo apesar das provocações, intimidação, ameaças de setores da oposição (de direita) que pretendem sabotar essas eleições, estimulados pelas exortações que lhes têm chegado do exterior em uma nova e descarada ingerência em nossos assuntos internos'.

Destacou ademais a importância do voto, porque 'seguramente estará em harmonia com sua participação no domingo passado, no simulacro convocado pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral) e que resultou um não esperado comparecimento de pessoas votando até a meia-noite'.

'Se esse simulacro foi tão exitoso -acrescentou- a eleição do domingo 30 não pode ser menos. Com seu voto e o de milhões de venezuelanos e venezuelanas, se assegurará a eleição da ANC'.

O diretor de Últimas Notícias destacou que, se a ANC impuser um entrave à alta dos preços, se estabelecer sanções severas a seus responsáveis e contribuir para a promoção do diálogo, a reconstrução da paz e a tranquilidade dos venezuelanos, 'valerá a pena a ter eleito'.

Destacou como outra importante razão para votar no dia 30 de julho responder às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teve a ousadia de exigir a suspensão dessas eleições.

A estas ameaças -acrescentou-, 'por suas políticas submissas em relação às iniciativas estadunidenses, organizações como a União Europeia e Mercosul, e os governos de alguns países latino-americanos, se somaram a essa exigência insolente e ingerencista'.

Da mesma forma, qualificou que o voto do povo será uma rejeição às pretensões da ultradireita opositora de formar um governo paralelo com sua Assembleia (Parlamento) em desacato, seu tribunal de justiça invalidado, seu promotor 'no bico do corvo', que pretendem que seja reconhecido pelos Estados Unidos e lhe seguiriam o conjunto de países submissos da América Latina.

FONTE: Prensa Latina.
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